Negação do Ego - Exercicio de Auto-conhecimento
Submetido por merlin em 2006-02-21 21:11:43
com as tags Donald Tyson auto-conhecimento ego exercicio.
Este exercicio de vida é executado ao longo de todo o dia durante sete dias consecutivos. Ele começa no momento em que sais da cama pela manhã, e termina quando te deitas á noite. A sua prática está suspensa enquanto estás acordado na cama, antes de te levantares pela manhã e depois de te deitares á noite, pois nestes momentos os teus pensamentos estão desfocados e erráticos.
Em cada dia por uma semana inteira, abstem-te de usar as palavras "Eu", "meu/minha", "mim" na tua conversação. Estrutura as tuas frases por forma que tu nunca precises de dizer "Eu" nem nenhuma das outras palavras, independentemente do tema de que estejas a falar.
Evita referires-te a ti pŕoprio na terceira pessoa, dizendo coisas como "O Paulo precisa de uma bebida" quando o que queres dizer é "Eu preciso de uma bebida". Evita também referires-te a ti próprio por expressões engraçadas como "Este humilde pessoa" ou "Esta entidade" ou "O Praticante". O beneficio deste exercicio perde-se através desta forma de batota.
Retira completamente o teu Ego das tuas conversações. Por exemplo, se o teu chefe te pergunta se terminaste o relatório em que estavas a trabalhar, ao invés de responderes "Terminei" ou "O Relatório foi feito por mim", responde apenas "O relatório está terminado" ou "Está terminado". Se não consegues dar uma resposta sem te referires directamente a ti próprio, mantém-te silencioso.
Trás caneta e papel contigo durante todo o periodo do exercicio. De cada vez que te esqueças da tua resolução e te referires a ti próprio directamente, utilizando alguma das palavras acima indicadas (ainda que de forma omissa, por exemplo "Terminei" é a forma omissa de "Eu terminei") faz um traço no papel. Se em algum momento durante o dia de repente te aperceberes que não fizeste uma marca imediatamente após usares uma das palavras proibidas - por exemplo, se estavas distraído e te esqueceste - faz cinco marcas como penalidade. No fim de cada dia, conta as marcas e guarda o número juntamente com a data.
Quando tiveres feito este exercicio com cuidada atenção durante sete dias consecutivos, executa o mesmo exercicio pelo mesmo periodo de uma semana, mas desta vez abstém-te de usar as palavras "Eu", "mim", "meu/minha" não apenas enquanto falas com os outros, mas também nos teus próprios pensamentos ou enquanto falas contigo próprio por baixo da tua respiração. Esforça-te para eliminar referencias a ti próprio no teus próprios monologos interiores. De cada vez que te referires a ti próprios nos teus pensamentos com uma das palavras proibidas, faz uma marca no papel , e no fim do dia soma as marcas. Se em qualquer momento do dia te aperceberes que te esqueceste de fazer uma marca, faz cinco como penalidade.
O ciclo de sete dias do exercicio pode ser repetido em semanas consecutivas ou feito em samanas separadas por periodos de descanso. O maior benefício do exercicio advém da primeira semana, antes de se desenvolver o hábito que permite que o exercicio seja executado de forma mais fácil. Na agenda sugerida no fim do livro, a segunda semana é separada da primeira por duas semanas de descanço.
O objectivo deste exercicio é a vigilância e uma elevada clareza de mente num tema em particular. Ele foi desenvolvido para combater a perguiça mental. Algumas vezes diz-se que este exercicio reduz o egoismo. Isto é falso. Pelo esforço constante para evitar usar a palavra "Eu" e similares que se referem ao Eu, a mente do praticante é repetidamente direcionada ao Ego durante o periodo do exercicio, e o conhecimento de Si próprio é aumentado. No entanto, um Ego forte não é um obstáculo ao trabalho mágico.
O exercicio ilustra como o ser humano, consistentemente tende para ver o mundo da prespectiva acanhada das suas necessidades e desejos versus o resto do universo. Evitando palavras geralmente usadas para se referir a si próprio, uma visão mais alargada da totalidade da criação será intuida.
Em cada dia por uma semana inteira, abstem-te de usar as palavras "Eu", "meu/minha", "mim" na tua conversação. Estrutura as tuas frases por forma que tu nunca precises de dizer "Eu" nem nenhuma das outras palavras, independentemente do tema de que estejas a falar.
Evita referires-te a ti pŕoprio na terceira pessoa, dizendo coisas como "O Paulo precisa de uma bebida" quando o que queres dizer é "Eu preciso de uma bebida". Evita também referires-te a ti próprio por expressões engraçadas como "Este humilde pessoa" ou "Esta entidade" ou "O Praticante". O beneficio deste exercicio perde-se através desta forma de batota.
Retira completamente o teu Ego das tuas conversações. Por exemplo, se o teu chefe te pergunta se terminaste o relatório em que estavas a trabalhar, ao invés de responderes "Terminei" ou "O Relatório foi feito por mim", responde apenas "O relatório está terminado" ou "Está terminado". Se não consegues dar uma resposta sem te referires directamente a ti próprio, mantém-te silencioso.
Trás caneta e papel contigo durante todo o periodo do exercicio. De cada vez que te esqueças da tua resolução e te referires a ti próprio directamente, utilizando alguma das palavras acima indicadas (ainda que de forma omissa, por exemplo "Terminei" é a forma omissa de "Eu terminei") faz um traço no papel. Se em algum momento durante o dia de repente te aperceberes que não fizeste uma marca imediatamente após usares uma das palavras proibidas - por exemplo, se estavas distraído e te esqueceste - faz cinco marcas como penalidade. No fim de cada dia, conta as marcas e guarda o número juntamente com a data.
Quando tiveres feito este exercicio com cuidada atenção durante sete dias consecutivos, executa o mesmo exercicio pelo mesmo periodo de uma semana, mas desta vez abstém-te de usar as palavras "Eu", "mim", "meu/minha" não apenas enquanto falas com os outros, mas também nos teus próprios pensamentos ou enquanto falas contigo próprio por baixo da tua respiração. Esforça-te para eliminar referencias a ti próprio no teus próprios monologos interiores. De cada vez que te referires a ti próprios nos teus pensamentos com uma das palavras proibidas, faz uma marca no papel , e no fim do dia soma as marcas. Se em qualquer momento do dia te aperceberes que te esqueceste de fazer uma marca, faz cinco como penalidade.
O ciclo de sete dias do exercicio pode ser repetido em semanas consecutivas ou feito em samanas separadas por periodos de descanso. O maior benefício do exercicio advém da primeira semana, antes de se desenvolver o hábito que permite que o exercicio seja executado de forma mais fácil. Na agenda sugerida no fim do livro, a segunda semana é separada da primeira por duas semanas de descanço.
Comentário
Este exercicio é uma forma modificada do exercicio proposto por Aleister Crowley aos seus discipulos. Na versão de Crowley, quando o estudande comete o erro de usar a palavra "Eu" era avisado por Crowley para se cortar a si próprio no braço com uma navalha. Crowley acreditava que a dor actuava com uma ferrementa util para concetrar o conhecimento mais profundo. Israel Regardie divulgava o exercicio de Crowley, mas dizia aos seus disciplos para usarem elásticos nos pulsos, e puxarem-nos com força, por forma a que batessem com força na sua pele, de cada vez que usassem a palavra "Eu". Ao contrário destes exemplos, nem auto-mutilação, nem dor auto-provocada são necessários durante este exercicio, apenas atenção contínua.O objectivo deste exercicio é a vigilância e uma elevada clareza de mente num tema em particular. Ele foi desenvolvido para combater a perguiça mental. Algumas vezes diz-se que este exercicio reduz o egoismo. Isto é falso. Pelo esforço constante para evitar usar a palavra "Eu" e similares que se referem ao Eu, a mente do praticante é repetidamente direcionada ao Ego durante o periodo do exercicio, e o conhecimento de Si próprio é aumentado. No entanto, um Ego forte não é um obstáculo ao trabalho mágico.
O exercicio ilustra como o ser humano, consistentemente tende para ver o mundo da prespectiva acanhada das suas necessidades e desejos versus o resto do universo. Evitando palavras geralmente usadas para se referir a si próprio, uma visão mais alargada da totalidade da criação será intuida.


